Oslo


Oslo foi nossa última parada. Chegamos pela tarde e fomos a uma casa que aluga quartos para turistas. O lugar assustou um pouco, era muito longe do centro, parecia zona rural, só se via o verde em volta. Não era bem a idéia de turismo urbano que tínhamos. Parecia um lugar de casas de fim de semana. Mas no final do dia vimos que não, desceram do trem muita gente, ou seja, pessoas moravam ali sempre e não só nas férias. Ficamos imaginando como seria morar neste lugar no inverno, tudo muito quieto, sem vida e, além do mais, neve por todo lado. No segundo dia, mudamos para um hotel no centro da cidade.

Em Oslo, visitamos o porto, um lugar lindo para no final da tarde ver o pôr do sol e os barcos. Passeamos também pelo Vigeland Park: maravilhoso. Um parque com aproximadamente 200 esculturas do famoso artista norueguês, Gustav Vigeland. As esculturas, em granito e bronze, são homens, mulheres e crianças nus que formam posições de movimento com grande harmonia. No centro do parque está o monolito, uma enorme torre de gente misturada. O dia estava nublado, não era o ideal para fotografar esculturas, além de estar cheio de turistas (grupos com guias gritando para serem escutados). Haviam vários ônibus na entrada. Adoraria poder voltar ao parque um dia que não tivesse muita gente e observar com tranqüilidade cada uma das esculturas.

No mesmo dia visitamos o Museu Kon-Tiki, o que era imprescindível pois sou fã do Thor Heyerdahl. No museu, estão as barcas usadas para suas expedições: a “Kon-Tiki”, que fez a travessia da América do Sul até a Polinésia e a “Ra II”, que cruzou o atlântico. Suas expedições eram incríveis pois usava uma combinação de sabedoria popular com conhecimentos universitários.

Fizemos, também, um tour de barco para conhecer as casas de verão que estão em pequenas ilhas e os fiordes perto de Oslo. Era interessante ver como são construídas estas casas. Todas tinham uma pequena casinha na margem por onde se entra na água e se troca de roupa. É fascinante ver formas de diversão como ir a praia, algo tão comum para nós, com costumes tão distintos.

No centro, perto da Universidade onde tem uma estátua do Edvard Munch (aquele do quadro “Grito”), paramos para tomar um sorvete. Era idéia de minha mãe, ela sempre queria provar o sorvete de cada país que visitávamos. No momento que escolhíamos o sabor, roubaram a bolsa da garota que estava na nossa frente. Ela não era turista, era norueguesa; ficou bem nervosa, pois roubaram toda a bolsa, com celular e dinheiro. Foi estranho mas nos deu uma certa sensação de alívio, pois até na Noruega, um país rico e organizado, roubam carteira facilmente a luz do dia, na frente dos nossos olhos. Era como se fosse uma desculpa para a crítica que sempre escutamos de que no Brasil os turistas são roubados. Bom, isto pode acontecer em qualquer lugar, até na Noruega.

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