Parque nacional Uluru-Kata Tjuta


Uluru é um dos lugares da Austrália que sempre quis conhecer, acho que a segunda razão pra visitar o país, depois da Grande Barreira de Corais. Ao mesmo tempo, este lugar ganha em fascinação, mesmo antes de aprender a mergulhar, esta pedra enorme já me fascinou, por fotos e filmes. Desertos em geral me fascinam, acho que me atrai a imensidão, como o mar, são uma versão seca do mar, nos faz sentir pequenos, respeitar a natureza.  Filmes como Rabbit-Proof Fence, A Cry in the Dark, The Adventures of Priscilla, Queen of the Desert, mostram o Outback australiano, este deserto um tanto quanto enigmático para mim.

Logo na chegada em Yulara me decepcionei um pouco, não havia uma pequena vila, tudo era resort, e não gosto muito de resorts, eles são iguais em qualquer lugar do mundo, até aeroportos têm mais caráter que resorts. Mas os 4 dias no lugar me seduziram. Já na chegada fiz amizades com Star e ele me convidou para ir ver Alison, uma conversa sobre a cultura aborígene, foi ótimo (Veja post de Star para o errante). Na mesma noite, ficamos horas fotografando as estrelas, escutando os sons do deserto até o lua aparecer. O céu do deserto era incrível.

No segundo dia, Star e eu fomos fazer a caminhada do Valley of the Winds no Kata Tjuta (Olgas). No ônibus, conhecemos a simpática Sanami que nos acompanhou durante toda a caminhada. Era relativamente longa, 8km, e se pensamos que o calor chega a 42 graus de tarde. Rimos muito durante o percurso, falando palavras em japonês, alemão, espanhol, italiano… Era uma caminhada alegre.

Kata Tjuta é um lugar sacrado para as comunidades locais e significa “várias cabeças”. As curvas das rochas e o sobe e desce da caminhada faziam com que o percurso fosse suave e atraente. Em um dos encontros ovalados das pedras, Star gritou o mantra tibetano “Om Mani Padme Hum” para ouvir o eco, e por surpresa, ouvimos alguém nos respondendo o mantra. Recém tinha passado por nós um rapaz, pensamos que pudesse ter sido ele. Logo, vem um senhor sorrindo e nos pergunta se também estivemos no Tibet, dissemos que não. Ele disse que acabaram de vir do Tibet, e que quem nos respondeu foi seu filho. Estiveram no Tibet antes da Austrália, durante os trekking, eles cantam os mantras todo o tempo. Conversamos um pouco com ele, foi interessante a ligação, Star ensina yoga em Bali, eu aprendo os mesmos mantras em Salvador, Brasil e eles cantavam estes mantras nos trekking no Nepal… lindo… Depois da longa caminha, o resto deste dia foi na piscina do hotel, ouvindo música country australiana, afinal, eu estava no outback australiano.


No meu terceiro dia de manhã fiz um tour de helicóptero. Foi minha primeira viagem de helicóptero, era pequeno parecia um grande inseto. O voo foi suave, parecia que éramos muito leves… Ver de cima estas pedras foi incrível. Primeiro sobrevoamos Kata Tjuta, depois Uluru e pudemos ver também a comunidade aborígene que vive perto e o complexo do resort de cima até parece mais amigável, uma cidadezinha.

De tarde, peguei um ônibus para fazer umas caminhadas por Uluru e ver o pôr do sol. Comecei pela Liru walk, estava um pouco nublado, o calor não era tão forte e o melhor, eu estava sozinha, adoro a sensação de estar sozinha no deserto. Bom, nem tão sozinha, durante todo o percurso moscas me acompanhavam, e elas adoram entrar na boca, nariz, ouvido, são insuportáveis. Logo cheguei na pedra para fazer a caminhada Mala (Kantju Gorge) ali encontrei com diversas outras pessoas, grupos de turismo. Não conseguia ficar perto dos grupos, fiz a escolha certa em não te pego um tour, não estava no humor para sentir o lugar com alguém sempre me falando algo e com muita gente a volta. Tentei, sempre que possível, me afastar de todos. O final do dia foi num mirador para ver o pôr do sol na pedra, estava lindo, incrível as cores e diferentes tons.

Os 4 dias no Parque Nacional Uluru-Kata Tjuta foram dentre os melhores da viagem, cada vez mais vejo como a natureza é importante para mim e como este tipo de lugar me fascina.

Apoio de:

Leave a reply

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Fica a saber como são processados os dados dos comentários.