Estava em Cusco, entrado numa agência para saber o preço da passagem de ônibus para Arequipa quando a senhora gritou de dentro para eu não entrar e, também, saiu correndo. Então me disse que estava acontecendo um terremoto. Não tinha sentido nada, mas, quando ela falou, percebi que as coisas nas paredes se moviam. Na rua muita música e todos dançavam nas comemorações do Inti Rayme, ninguém sentiu o tremor.
Depois de alguns dias, fui para Arequipa. A viagem de Cusco leva 12 horas. A estrada, que já era péssima, depois do terremoto ficou ainda pior. Fui num ônibus apertado, cheio de crianças dormindo no corredor e uma senhora vomitando ao meu lado durante todo o percurso. A cada momento pensava se realmente valia à pena conhecer Arequipa. A resposta foi sim.
A cidade é linda, grande parte construída com pedras vulcânicas brancas chamadas ¨sillar¨. A arquitetura colonial dos prédios do centro, arcos, igrejas, já são um motivo para a visita à cidade...
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Inti Rayme, a festa inca mais popular, festeja o solstício de inverno. Comemorada no dia 24 de junho, a festa começa uns dias antes com desfiles, ensaios, música e bebida. A cidade estava lotada, gente que veio dos povoados vizinhos e muitos turistas estrangeiros.
Hoje em dia não se pode mais fazer a Trilha Inca sem um guia certificado, o que acho bom. Isso regulariza um pouco o turismo do local, dá trabalho aos peruanos que estudaram para ser guia e evita que qualquer turista fique sujando a trilha com lixo e comida.




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