Categoria / Category América

Arequipa – Terremoto


Estava em Cusco, entrado numa agência para saber o preço da passagem de ônibus para Arequipa quando a senhora gritou de dentro para eu não entrar e, também, saiu correndo. Então me disse que estava acontecendo um terremoto. Não tinha sentido nada, mas, quando ela falou, percebi que as coisas nas paredes se moviam. Na rua muita música e todos dançavam nas comemorações do Inti Rayme, ninguém sentiu o tremor.

Depois de alguns dias, fui para Arequipa. A viagem de Cusco leva 12 horas. A estrada, que já era péssima, depois do terremoto ficou ainda pior. Fui num ônibus apertado, cheio de crianças dormindo no corredor e uma senhora vomitando ao meu lado durante todo o percurso. A cada momento pensava se realmente valia à pena conhecer Arequipa. A resposta foi sim.

A cidade é linda, grande parte construída com pedras vulcânicas brancas chamadas ¨sillar¨. A arquitetura colonial dos prédios do centro, arcos, igrejas, já são um motivo para a visita à cidade...

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Cañón del Colca

Queria fazer trekking de três dias no Cañon del Colca, mas como a região estava em alerta de possíveis tremores de terra, nenhuma empresa estava organizando passeio. Conversei com um guia local e ele me sugeriu não descer no cânion, pois era perigoso e nem ele iria. Resolvi, então, fazer um tour de dois dias só na parte alta do cânion. Na saída da cidade, já pudemos observar os vulcões da região: Misti (que significa Senhor), Chachani (muito bem vestido, referente ao seu topo nevado) e Pichu Pichu (picos). Depois paramos para ver uma Vicuña (parente selvagem da Lhama) na Reserva Nacional de Salinas y Aguada Blanca. Uma hora mais tarde, paramos para tomar um mate de coca para encararmos o ponto mais alto do passeio.

No mirante, pudemos observar os vulcões e as montanhas nevadas da região. Neste lugar são feitas oferendas a Pachamama – as Apachetas – para proteger os viajantes. São colocadas folhas de coca em cima de torres de pedras...

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Inti Rayme

Inti Rayme, a festa inca mais popular, festeja o solstício de inverno. Comemorada no dia 24 de junho, a festa começa uns dias antes com desfiles, ensaios, música e bebida. A cidade estava lotada, gente que veio dos povoados vizinhos e muitos turistas estrangeiros.

No domingo, 24 de junho, as comemorações começam pela manhã, em Qorikancha (templo do sol), no centro da cidade. Os Chaskis (mensageiros incas) anunciam o início da festa. Tem música, desfile e no final aparece o Inca que saúda o sol e convida a todos para participar da cerimônia. Dali todos vão até a Plaza de Armas com o desfile, os músicos e o Inca.

A parte mais importante da cerimônia acontece à tarde nas ruínas de Saqsaywaman. Vários povoados indígenas são representados com suas danças e vestimentas. Todos vêm para festejar ao deus Sol. O ritual envolve danças, música, sacrifício...

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Machu Picchu

Como a chegada foi um pouco decepcionante – dia nublado -, não consegui ver quase nada. Já que o dia estava feio, resolvi não fotografar, apenas sentir o lugar e voltar no dia seguinte para trabalhar. Deixei a mochila com todo o equipamento fotográfico no guarda volumes, assim não cairia na tentação de bater fotos.

Primeiro fizemos uma visita guiada com alguma explicação sobre o local. O grupo foi dividido em tour em inglês e espanhol, fiquei com os uruguaios no tour em espanhol. Foi um pouco vago, mas ninguém sabe exatamente o que era o local, são só teorias ou interpretações.Depois caminhamos, descansamos, rimos e apreciamos a paisagem, vibrando cada vez que as nuvens se moviam um pouco. O sol poderia aparecer a qualquer momento, afinal era o dia do solstício. Mas o sol não apareceu.

No segundo dia, acordei cedo e vi que o dia estava nublado. Voltei a dormir e só às 9h fui para Machu Picchu. Desta vez o tempo estava um pouco melhor...

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Trilha Inca

Hoje em dia não se pode mais fazer a Trilha Inca sem um guia certificado, o que acho bom. Isso regulariza um pouco o turismo do local, dá trabalho aos peruanos que estudaram para ser guia e evita que qualquer turista fique sujando a trilha com lixo e comida.

Decidi fazer a trilha com um grupo organizado por uma agência de Cusco. No primeiro dia, foram me buscar no hotel já quase às 7h da manhã. Depois de pegar todos os turistas, paramos para buscar os carregadores, comida, ticket de trem, o que foi bem enrolado. Mas, pelo que me contaram, todos os grupos são assim. No caminho até o km 82, onde começaríamos a caminhada, paramos para tomar café em Urubamba. Era a mesma estrada do tour ao Vale Sagrado.

Chegamos ao começo da trilha já ao meio dia. Havia um número grande de grupos e mochileiros chegando ao mesmo tempo. Caminhamos uma hora e meia até o local de almoço. O dia estava ensolarado e, então, sentamos na grama pra comer...

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Vale Sagrado

Desta vez, resolvi fazer um tour para conhecer os sítios arqueológicos do Vale Sagrado. As distâncias são maiores e não tem ônibus direto para alguns dos lugares. Saímos de Cusco já tarde da manhã, por volta de 9:30h. No caminho para Pisaq, paramos num pequeno povoado onde se realizava uma feira de artesanato. É um lugar bem turístico, típico para os “gringos” gastarem dinheiro.

Em Pisaq, toda terça, quinta e domingo acontece um grande mercado aberto, dividido em duas áreas: uma de artesanato, para os turistas, e outra com comida, mais voltada a população local. Caminhamos rapidamente pelo mercado e seguimos até o sítio arqueológico.

O sítio fica há alguns quilômetros morro acima da cidade. O lugar é rodeado por terraços de agricultura, que eram usados principalmente para a cultura de milho. Também eram utilizados para a produção da Chicha – bebida típica que possuía poderes alucinógenos -, tomada em rituais...

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Cusco e sítios arqueológicos

Perto de Cusco existe um grande número de sítios arqueológicos, não tão famosos internacionalmente como Machu Pichu, mas de grande importância histórica. Resolvi pegar um ônibus local até o sítio chamado Tambomachay e de lá voltar caminhando, passando por outros sítios da redondeza. Os peruanos não gostam que chamem de ruínas, dizem que ruína soa como coisa velha, acabada, destruída e todos preferem que se chame de sítio arqueológico. Acham que este nome é mais justo para os locais. No ônibus, conheci uma americana que também queria fazer a caminhada de volta. Resolvemos, então, caminhar juntas. Por sorte, ela também era fotógrafa e, assim, parávamos para fotografar.

Tambomachay é conhecida como El Baño del Inca. Acredita-se que suas fontes de água não eram utilizadas somente para beber ou banhar-se, mas também em purificações e outros rituais. O lugar é pequeno, possui algumas paredes com portas e fontes de água.

Poucos quilômetros dali, está Puca Pu...

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Cusco – Corpus Christi

Programei para chegar em Cusco um dia antes do feriado de Corpus Christi. A cidade já estava em festa, comemorações aconteciam na Plaza de Armas. Encontrei com amigos ingleses para comer alguma coisa e à noite fiquei lendo no hotel, pois estava cansada.

No dia seguinte, acordei cedo para ver as festividades. Sentei nas escadas da catedral junto com uma enormidade de peruanos. Como é uma festa local, não tinha muito turista estrangeiro. Fiquei observando as pessoas transitarem: vendedores de gelatina, de refrigerante, de chocolates, e também de folhetos explicando a história dos santos.

Santos de igrejas vizinhas vêm no dia anterior “dormir” na catedral para dali saírem em desfile pela cidade. Após o desfile voltam à catedral e, depois de alguns dias, retornam à sua igreja de origem...

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Lima – Museus

Em Lima, visitei o Museo Nacional de Antropologia y Arqueologia que fica localizado na Praça Bolivar, uma praça típica de cidade pequena com coloridos prédios coloniais em volta. O museu mostra as diferentes fases das culturas indígenas no Peru. Cada cultura é representada pelo mapa de sua região, época em que viveram, suas cerâmicas, vestimentas, algumas múmias, esqueletos… Uma das atrações do museu é uma maquete de Machu Pichu onde mostra como funcionava a civilização, uma luz acende mostrando a legenda do que era cada lugar.

No mesmo dia, visitei o Museo del Oro del Perú y Armas del Mundo. Ao entrar no museu, estava numa sala cheia de rifles, facas, espadas, revolveres, fardas, armaduras, todo material bélico possível, em grandes quantidades. Acho que nunca tinha visto tanto arma junta em minha vida. Não gostei, achei demais, sufocante e saí, fui ver as lojas de artesanato.

Depois de um tempo, voltei e segui ao subsolo onde estava o que eu realmente queria ver, ...

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Ica e Pisco


Cheguei em Ica no final da tarde e ao descer do ônibus peguei um táxi para Huacachina, o oásis local. O lugar lembra os oásis dos filmes do Saara. São enormes dunas de areia branca e no meio um lago rodeado de palmeiras, hotéis e restaurantes. Existem pouquíssimas casas e um número mínimo de população local. Huacachina é conhecida pelos turistas pela prática de sandboard (parente do snowboard). A diferença é que aqui não há teleférico para subir a duna. Os turistas sobem e ficam praticando numa parte mais alta, sem descer muito, só no final é que descem a grande duna. Alguns têm fôlego para subir e descer novamente. Depois de passar frio em vários lugares, foi ótimo ficar uns dias em clima quente, lendo um livro em volta da piscina.

De Ica segui para Pisco, queria conhecer as islas Ballestas. Os passeios de barco saem geralmente pela manhã. De barco é a única maneira de conhecer o local, pois o desembarque nas ilhas é proibido pelos órgãos ambientais do país...

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